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Culpa ou Autorresponsabilidade?!

Veja se conhece essas histórias:

Uma garota começa a irritar o irmão. Ele pede para que ela pare com aquilo. Ela insiste. De repente, o puxão de cabelo e o berreiro da menina. Ela reclama aos pais que não aguenta mais apanhar. 

Vamos a segunda história. Fazendo a tarefa na cozinha uma mãe chama a atenção do seu filho porque ele faz barulho na sala, é preciso silêncio ou a dor de cabeça vai atacar. Na segunda vez que ela fala com ele, num desequilíbrio emocional, além do tom de voz elevado e raivoso, vem a punição: está de castigo! Sorte que não chegou a agressão. 

Terceiro ato. Oito e trinta e três de uma manhã de segunda-feira, o chefe entra de cara amarrada e bate sua porta. Lá fora, os funcionários já sentem que vem bronca. E não demora para que isso aconteça. O escolhido para a sentada já está com seu superior, tomando uma bronca por uma falha que aconteceu na sexta-feira. O chefe afirma que o subordinado precisa ter melhor desenvolvimento pessoal, mas não o apoia nisso, apenas recrimina.

O quarto momento, um cenário muito comum. Com horário marcado para reunião, chega o advogado para atender o cliente que já o aguardava há 40 minutos. Ele reclama e põe a culpa do trânsito, nos buracos da cidade, na chuva e no calor insuportável. 

Agora vamos alinhavar todas estas descrições: 

Bem, você pode até achar que as histórias não têm relação. Mas se analisarmos todas têm um fio condutor em comum que é a vitimização. Comumente, as pessoas entendem que esse processo de se colocar como vítima é apenas um comportamento que gera dó, pena, de quem sempre se sente sofrido, responsabilizado, ou no popular "na lama". Mas a vitimização pode acontecer sem essas características, como nos exemplos que dei.

Vamos lá. A menina, de tanto azucrinar o irmão, acabou por se colocar numa situação de injustiçada, de maltratada. Ele me bateu por nada, ela diz. Mas ela sabia que isso poderia acontecer e acabou por construir um processo que a levou à situação, que ela já previa, mesmo sendo criança. 

Já a mãe demonstra em toda situação sua condição de infelicidade, lastimando pelas dores de cabeça, se colocando numa posição de sofrimento para aquele problema. Mas, será que não há solução para esse problema? E tudo deve ser apontado como consequência da dor? O filho não poder fazer barulho é praticamente impossível. Crianças são barulhentas. Para ela reclamar da dor tornou-se um vício e, provavelmente, a mãe não sabe viver sem ela.

Na terceira história acima não te mencionei que o chefe tem o ego inflado e por isso sempre coloca a culpa em alguém sobre uma falha na empresa, mesmo que a responsabilidade pela falta de controle de algumas situações seja dele. Afinal, em seu pensamento, sua imagem deve ser de infalível, o que nunca erra. Culpar é uma necessidade da nossa sociedade. Se eu não me culpo, é preciso então culpar alguém pelos problemas. E como exigir o desenvolvimento pessoal dos outros, se ele pune seus subordinados pelo que não foi erro e ele não tem o equilíbrio emocional que seu cargo exige.

Por fim, o advogado bem-sucedido também demonstra características do superchefe da história anterior e tem de ser perfeito o tempo todo. Mas, não quis sair mais cedo de casa, levantar dez minutos antes, planejar para não deixar seu cliente esperando. A saída para se proteger é responsabilizar o governo, o clima, os outros motoristas. Mais uma vez, culpas para todo lado. 

O que todos precisam? Um novo modo para agir e pensar

Com todos esses exemplos quero dizer como é fundamental se livrar da posição de vítima, do processo de vitimização. 
Diante dos casos, afirmo que a perfeição humana é intangível. 
Então, não se cobre demais, nem cobre demais do mundo. 
Apenas aceite que erros acontecem. Sempre trabalhe para evitá-los, faça a coisa certa. Mas cuidado com a cobrança do impossível. 

Tenha consciência que você é responsável pelos seus atos. 
Só você se colocou onde está, então, se quer mudar é hora de agir em seu benefício. 

Se errar peça desculpas, assuma e siga em frente. 
Você não é um mártir e nem precisa ser. Sofrer e se penalizar não vai lhe tornar lembrado pela eternidade, muito menos mais querido. 

Deixe a reclamação de lado! É muito chato conviver com pessoas que só reclamam. 

E o fundamental! Seja proativo. Não deixe que a culpa o atinja e lhe trave. 
Aja contra ela, sabendo com equilíbrio emocional vivenciar a situação. 

Por fim, cada situação vai precisar de uma tomada de decisões. Tome-as! 
É preciso, mas sem imaginar que você tem o poder de tudo nas suas mãos. Isso é impossível, pois você é humano e o erro pode acontecer. 

Seja feliz, com menos culpa, menos vitimização e mais atitude.